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Blitz na Web

Sobre

Janeiro de 1982, verão carioca. Uma lona foi esticada sobre o pedaço de terra que separa Ipanema de Copacabana, o Arpoador. Um espaço multicultural e democrático conhecido como Circo Voador. Naquele palco praiano nasce a Blitz. Em julho daquele ano gravou o compacto “Você Não Soube Me Amar”. Em três meses o compacto vendeu 100 mil cópias e atingiu a marca de um milhão de cópias vendidas em plena crise da indústria fonográfica. Virou febre. Na sequencia lança o primeiro LP “As Aventuras de Blitz”, com venda mais impressionante do que a do compacto. A Blitz era inclassificável na melhor acepção do termo. E isso tinha muito a ver com a sua origem, o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. De lá saiu Evandro Mesquita, o homem de frente do grupo, responsável por boa parte das letras deliciosamente coloquiais da banda. De lá saiu também Patrícia Travassos, que dirigiu os primeiros shows do grupo e imprimiu a eles a marca do espetáculo músico-teatral


Evandro não só cantava, mas também dialogava com as garotas do backing vocal, a cantora Márcia Bulcão e a amiga dela, a bailarina Fernanda Abreu. Na cozinha musical, jovens talentosos como Billy Forghieri (teclados, ex–Gang 90), Ricardo Barreto (guitarra), Antonio Pedro (baixo, ex-Mutantes) e Lobão (bateria) garantiam som de primeira. A banda ganha capas de revistas importantes como Veja, Manchete e Isto É. Evandro & Cia arrombaram as portas do Rock Brasil, a MPB nunca mais seria a mesma. O sucesso da banda mudou o panorama das rádios e das gravadoras do Brasil. Com grandes shows em ginásios e estádios, invade espaços como Canecão, onde batia records com a juventude do Rio de vendo representada pela Blitz, sendo o primeiro grupo a tocar na Praça da Apoteose com um público de mais de 50 mil pessoas, além de propiciar festivais como o Rock in Rio onde fez uma apresentação antológica em 1985. Hoje a Blitz conta com uma formação estável (Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andrea Coutinho (backing vocal) e Mariana Salvaterra (backing vocal) e um estúdio próprio (Toca da Onça).

Discografia