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Elza Soares
23/04/2021

Entre janeiro e fevereiro de 1974, Elza foi a atração das segundas-feiras no Teatro Opinião, onde o corria o espetáculo Noitada de Samba, que ficou conhecido por se tornar um espaço de resistência cultural durante o Regime Militar. No carnaval, entoou na avenida “Festa da vinda”, o samba-enredo da Mocidade, sua escola do coração. Como Garrincha precisava de novos rumos profissionais, resolveram empreender na compra da churrascaria La Boca em Vila Isabel, zona norte do Rio. A inauguração foi em maio com a apresentação do show “O demônio da copa no show da virada”, em que Garrincha narrava sua história de glórias no mundo do futebol. Para animar a plateia, a bateria da Império Serrano e o Conjunto Tri do João se revezavam em números musicais com a cantora Regina Célia e, para o gran finale, Elza Soares e seus sucessos. Devido à falta de experiência como empresários e o desinteresse de Garrincha pelo negócio, o empreendimento durou poucos meses acumulando dívidas pelos quais tiveram que responder.
O contrato com a Odeon só foi encerrado em 05 de junho, após o registro de alguns compactos para a gravadora. Em agosto, lançava seu primeiro compacto pela Tapecar, “Salve a mocidade” que se tornou fenômeno de vendas após ser incluída na trilha sonora da novela “O Rebu”. Na nova gravadora, a vontade de registrar músicas inéditas e investir em novos talentos pôde ser colocada em prática. Assim, o primeiro LP pela Tapecar, também chamado apenas “Elza Soares”, apresentava um rico repertório de inéditas, incluindo uma canção feita pela própria Elza, “Louvei Maria”, que misturava elementos de fé e negritude. No campo da religiosidade, “Deusa do Rio Niger” é uma referência a Iansã, a quem ela é consagrada. A única exceção em termos de novidade foi “Quem há de dizer”, de Lupicínio Rodrigues. O disco foi sucesso de vendas e um dos mais populares dos anos 70.


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