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Figueroas na Web

Sobre

Parece piada, mas talvez você não devesse tirar sarro da música do FIGUEROAS. O duo alagoano composto pelo tecladista Dinho Zampier e pelo vocalista Givly Simons vem chamando atenção, principalmente, por causa da figura espalhafatosa do cantor. A dança lânguida e desengonçada do frontman tatuado no clipe “Melô do Jonas” garantiu o status de viral da internet à banda, que mesmo contando com apenas seis meses de formação, já contabiliza quase 150 mil visualizações no YouTube. Entretanto, em seu disco de estreia, intitulado “Lambada Quente”, o grupo mostra que não se restringe à ironia. O termo “lambada” foi criado pelos DJs paraenses para classificar as músicas mais animadas que tocavam nas rádios. A alusão é exatamente o que o nome sugere, um estalar de chicote. Os músicos do Figueroas não são alheios a esse conceito. A “Lambada Quente” deles é acelerada, recheada de dedilhados de guitarra, efeitos de teclado e humor nonsense. Exemplo disso é o hit “Bangladesh”, no qual o nome do país asiático é repetido a exaustão durante o decorrer da música, como em um mantra.


“Eu não escrevo uma letra porque ela é engraçada, o lance é mais psicodélico, da sonoridade das palavras. Eu componho as músicas com letras pequenininhas, quase um bordão. O humor é involuntário. Mas até as pessoas que estão rindo da gente são bem vindas pra curtir nosso som. Sem rancores, bicho”, convida Givly Simons. Como ele explica, o Figueroas nasceu da reverência aos músicos que escutava na infância, como Aldo Sena, apesar da adolescência roqueira como integrante das bandas Stick Garden e Gatinhas e Sorvetes. No ano passado, durante uma viagem ao Uruguai, veio a revelação: iria se tornar um cantor de lambada. A terra do presidente Mujica deu outra importante contribuição à banda, o nome inspirado no roqueiro local Jesús Figueroa.

Discografia