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Hamilton de Holanda relê clássicos nacionais e internacionais com o sanfoneiro Mestrinho

Um dos mais virtuosos instrumentistas e improvisadores da música brasileira atual, Hamilton de Holanda realizou, no final de 2019, shows intimistas ao lado de convidados mais que especiais. Agora, o mestre do bandolim e ganhador do Grammy lança o segundo álbum resultante do projeto. “Canto da Praya – Hamilton de Holanda e Mestrinho – Ao Vivo” já está disponível em todos os aplicativos de música, pela Deck.

Hamilton de Holanda e Mestrinho já se conheciam e até tinham tocado de maneira informal em rodas de amigos, porém essa foi a primeira perfomance profissional dos dois juntos. A criatividade de ambos os músicos foi essencial para transformar hits do cancioneiro popular em versões de sanfona e bandolim. “Fomos escolhendo as músicas que gostávamos e que tivessem alguma ligação com o popular mesmo. Aquela faixa que a gente ouve e logo já vê um apelo popular”, explicou Hamilton sobre a formação do repertório.

Sanfoneiro conceituado e com a música presente em sua vida desde o berço, Mestrinho é filho do também sanfoneiro Erivaldo de Carira e neto do tocador de oito baixos Manezinho de Carira. O grande talento levou o sergipano a dividir o palco com nomes como Dominguinhos, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Jorge Aragão e Elza Soares. Transitando entre os mais diversos estilos com versatilidade, Mestrinho cria arranjos originais a todo o repertório.

Alinhados quanto ao conceito do trabalho, os artistas decidiram gravar clássicos como “Evidências” (José Augusto/ Paulo Sergio Valle), “Eu Te Devoro” (Djavan) e “Súplica Cearense” (Gordurinha/ Nelinho). Sucessos ainda mais antigos, como “Brasileirinho” (Waldir Azevedo) marcam presença: “mais popular do que o “Brasileirinho” não tem. Então pensei: ‘pô, vamos criar nossa própria versão bem espontânea, criativa e com improvisos’”, disse Hamilton. Ao longo das quinze faixas há espaço ainda para sucessos internacionais como “Isn’t She Lovely” (Stevie Wonder) e “Libertango” (Astor Piazzolla). “Por que também não lembrar de um compositor argentino, cuja música dele é tão identificada no mundo inteiro que é o Piazzolla?”, completou.

Buscando um contato acolhedor com a plateia, o show foi gravado na elegante Casa da Glória (Rio de Janeiro) no final de 2019. A apresentação também foi filmada e também está disponível no YouTube.

Ouça: