Google+

English


Comprar


Digital

Escute o Albúm

  • Track List
  • Primeiro Eu
  • Nem Vem (Levo Minha Viola)
  • Viagem de Jangada
  • Quem é Bom Já Nasce Feito
  • Debruçado em Meu Olhar
  • Confesso Que Chorei
  • Lendas e Festas das Yabás
  • Nos Braços dos Samba
  • Auêra
  • Saudade Minha Inimiga
  • Deixa Pra Deus Resolver
  • Cansada de Esperar
Nos Braços do Samba
23/04/2021

Em janeiro, Elza sofreu despejo do Restaurante La Boca e acumulou uma série de indenizações a serem pagas. O alcoolismo de Garrincha se agravava e, muitas vezes, Elza tinha que resgatá-lo completamente embriagado. Após a morte de D. Nair, as filhas de Garrincha foram acolhidas em sua casa que já não proporcionava mais o sossego de um lar. Reportagens da época apontavam aproximadamente 21 residentes, mais adjacentes que passavam semanas por lá. Em uma tentativa de fazer Garrincha parar de beber, Elza prometeu-lhe um filho homem. Segundo o jogador, este era seu maior desejo, já que tinha somente filhas mulheres. Assim, ela recorreu à sua fé para que a gravidez fosse abençoada, afinal já passara da idade recomendada para ter filhos. Em novembro daquele ano, enquanto finalizava o novo disco, descobriu-se grávida. Na foto para a capa já apresentava seu primeiro mês de gestação. Como prometido, Garrincha parou de beber.

O disco anterior foi tão bem sucedido que a parceria com Ed Lincoln na direção musical se repetiu. Os acontecimentos na vida pessoal de Elza, entretanto, impediram sua total dedicação no processo de criação, com quase nenhuma interferência. O resultado foi um disco considerado morno pela crítica, que o apontava como um produto meramente comercial, de pouca inspiração. Até mesmo a voz de Elza foi criticada por se apresentar sem entusiasmo, reflexo do momento que vivia. O disco, entretanto, foi o primeiro da sua carreira a ganhar um encarte, cuidado que jamais recebera na Odeon e que é apontado em sua biografia como uma das tantas formas de racismo que sofria.

O grandes êxitos daquele ano foram o samba enredo “O mundo encantado do Uirapuru”, defendido na avenida pela Mocidade e Projeto Convocação Geral, uma espécie de esquenta para o carnaval de 76, do qual ela foi a estrela maior com o samba enredo “Mangueira, minha alegria

Deck disponibiliza nos aplicativos de música 5 álbuns de Elza Soares que estavam fora de catálogo
22/04/2021

A gravadora Deck disponibiliza nos aplicativos de música os álbuns de Elza Soares lançados originalmente pela gravadora Tapecar nos anos 70 que estavam fora de catálogo. “Elza Soares”, “Nos Braços do Samba”, “Lição de Vida”, “Pilão + Raça = Elza” e “Grandes Sucessos de Elza Soares” chegam nesse dia 23 de abril às plataformas digitais. A data foi escolhida pela própria Elza, devota de São Jorge.

Ouça os álbuns aqui

Em “Elza Soares” (1974), a cantora gravou músicas inéditas incluindo uma de sua própria autoria “Louvei Maria” e “Deusa do Rio Niger” (Walter Norambê), uma referência a Iansã. “Nos Braços do Samba” (1975) traz o registro de “Saudade Minha Inimiga” (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) e “Quem É Bom Já Nasce Feito” (Lino Roberto/ Wilson Medeiros).

No álbum “Lição de Vida” (1976) Elza Soares lançou Jorge Aragão, de quem gravou “Malandro” (Jorge Aragão/ Jotabê) e também registrou uma canção de Dona Ivone Lara “Samba, Minha Raiz” (Delcio Carvalho/ Yvonne Lara). A faixa “Curumbandê” era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em “Rainha dos Sete Mares”, uma homenagem ao orixá Iemanjá.

Elza Soares lançou “Pilão + Raça = Elza” (1977) acompanhada de excelentes músicos como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. O disco traz três músicas de sua autoria: “Perdão, Vila Isabel”, “Língua de Pilão” e “Enredo de Pirraça”, que entrou na trilha sonora da novela O Astro.

A Tapecar ainda lançou a coletânea “Grandes Sucessos de Elza Soares” (1978), que incluía o hit “Salve a Mocidade” (Luís Reis), antes só encontrado em compacto.


Produtos Relacionados