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Pilão + Raça = Elza
23/04/2021

1977 foi um ano de rompimentos para Elza. Primeiro, foi com a Mocidade, sua escola do coração, da qual era intérprete oficial. Quando chegou na avenida, foi impedida de subir no carro de som, sendo substituída pela iniciante Georgete. Após reclamar com o presidente da escola, o engano foi desfeito e Elza entrou na avenida puxando o samba enredo, mas o microfone dela foi cortado. Georgete ia no carro de som da RioTur, logo mais à frente e deu continuidade, mas o samba atravessou e a escola foi desclassificada. Elza foi apontada como a culpada, sendo agredida verbalmente por integrantes da escola. Dias depois, o fato era comentado nos principais veículos e Osman Pereira, presidente da escola, se desculpou publicamente com Elza, mas ela decidiu romper com a escola.
Em 31 de agosto, mais uma vez, Elza era assunto das principais manchetes, após ter sofrido agressão de Garrincha. Em ocorrência registrada na 12ª DP, ela relatou que estava há 15 dias fora de casa devido a agressões anteriores e que naquele dia o jogador invadiu o apartamento onde se encontrava e a agrediu com socos e pontapés, pois ela se recusava a voltar pra casa. Com hematomas visíveis e os dentes quebrados, fez exame de corpo delito e prometeu nunca mais voltar para Garrincha. Em sua biografia, ela relata que temia também pela vida do filho, pois Garrincha brincava de jogá-lo para cima completamente alcoolizado.
Em novembro, lançou seu último disco pela Tapecar, Pilão + Raça = Elza. Sob a produção de Gerson Alves, com quem viria a ter um romance, um time de primeira foi escalado como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. O disco traz três músicas da própria Elza: “Perdão, Vila Isabel”, “Língua de Pilão” e “Enredo de Pirraça”, que entrou na trilha sonora da novela “O astro” e foi lançada em compacto na Europa. Aldeia de Okarimbe ganhou clipe no Fantástico.

Deck disponibiliza nos aplicativos de música 5 álbuns de Elza Soares que estavam fora de catálogo
22/04/2021

A gravadora Deck disponibiliza nos aplicativos de música os álbuns de Elza Soares lançados originalmente pela gravadora Tapecar nos anos 70 que estavam fora de catálogo. “Elza Soares”, “Nos Braços do Samba”, “Lição de Vida”, “Pilão + Raça = Elza” e “Grandes Sucessos de Elza Soares” chegam nesse dia 23 de abril às plataformas digitais. A data foi escolhida pela própria Elza, devota de São Jorge.

Ouça os álbuns aqui

Em “Elza Soares” (1974), a cantora gravou músicas inéditas incluindo uma de sua própria autoria “Louvei Maria” e “Deusa do Rio Niger” (Walter Norambê), uma referência a Iansã. “Nos Braços do Samba” (1975) traz o registro de “Saudade Minha Inimiga” (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) e “Quem É Bom Já Nasce Feito” (Lino Roberto/ Wilson Medeiros).

No álbum “Lição de Vida” (1976) Elza Soares lançou Jorge Aragão, de quem gravou “Malandro” (Jorge Aragão/ Jotabê) e também registrou uma canção de Dona Ivone Lara “Samba, Minha Raiz” (Delcio Carvalho/ Yvonne Lara). A faixa “Curumbandê” era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em “Rainha dos Sete Mares”, uma homenagem ao orixá Iemanjá.

Elza Soares lançou “Pilão + Raça = Elza” (1977) acompanhada de excelentes músicos como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. O disco traz três músicas de sua autoria: “Perdão, Vila Isabel”, “Língua de Pilão” e “Enredo de Pirraça”, que entrou na trilha sonora da novela O Astro.

A Tapecar ainda lançou a coletânea “Grandes Sucessos de Elza Soares” (1978), que incluía o hit “Salve a Mocidade” (Luís Reis), antes só encontrado em compacto.


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