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Grandes Sucessos de Elza Soares
23/04/2021

A gravadora Deck disponibiliza nos aplicativos de música álbuns de Elza Soares lançados pela gravadora Tapecar nos anos 70 que estavam fora de catálogo: “Elza Soares”, “Nos Braços do Samba”, “Lição de Vida”, “Pilão + Raça = Elza” e finalmente “Grandes Sucessos de Elza Soares”, coletânea que reúne sucessos desses quatro álbuns.


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Lição de Vida
23/04/2021

Com a gravidez confirmada, a maior preocupação de Elza era garantir a saúde do bebê sem ter que cancelar compromissos profissionais, a fim de prover a família. Naquele ano, puxou o samba enredo da Mocidade, Mãe Menininha do Gantois, garantindo o 3º lugar para a escola. Após o carnaval, diminuiu o ritmo para se preparar para o nascimento do bebê que nasceu em 9 de julho e foi batizado de Manuel Garrincha (se fosse menina, seria Deusa). Garrincha só visitou o filho 4 dias após o nascimento, completamente embriagado, quebrando a promessa que fizera de parar de beber se tivesse um filho homem. Em novembro daquele ano, manchetes de jornais estampariam a notícia de um outro filho homem de Garrincha, já adolescente, o que representou um grande golpe para Elza Soares. Sem cumprir o resguardo, retomou sua atividade cantando em bares, boates, churrascarias, eventos de toda espécie, sem dispensar qualquer oportunidade de ganhar algum dinheiro. Em outubro, sofreu um princípio de infarto após show na Associação Atlética da Tijuca e foi internada com diagnóstico de estafa e recomendação de repouso por 10 dias. Entretanto, no dia seguinte já se apresentava no Teatro João Caetano com o show Seis e Meia, ao lado de Miltinho.
O disco ”Lição de Vida” foi lançado no final do ano e trazia de volta toda a inspiração de Elza Soares, motivada pelo nascimento do filho e a esperança de dias melhores em seu casamento. O título fazia alusão à sua trajetória e estampava na contracapa fotos do casal com o novo filho. As grandes novidades do LP eram o lançamento de Jorge Aragão, de quem gravou “Malandro” e uma canção de Dona Ivone Lara “Samba, minha raiz”. “Curumbandê” era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em “Rainha dos sete mares”, uma homenagem ao orixá Iemanjá.
Ainda naquele ano, gravou “Vale Ouro” para o disco Convocação Geral que antecipava os hits do próximo carnaval.


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  • Quem Há de Dizer
  • Louvei Maria
  • Chamego de Crioula
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Elza Soares
23/04/2021

Entre janeiro e fevereiro de 1974, Elza foi a atração das segundas-feiras no Teatro Opinião, onde o corria o espetáculo Noitada de Samba, que ficou conhecido por se tornar um espaço de resistência cultural durante o Regime Militar. No carnaval, entoou na avenida “Festa da vinda”, o samba-enredo da Mocidade, sua escola do coração. Como Garrincha precisava de novos rumos profissionais, resolveram empreender na compra da churrascaria La Boca em Vila Isabel, zona norte do Rio. A inauguração foi em maio com a apresentação do show “O demônio da copa no show da virada”, em que Garrincha narrava sua história de glórias no mundo do futebol. Para animar a plateia, a bateria da Império Serrano e o Conjunto Tri do João se revezavam em números musicais com a cantora Regina Célia e, para o gran finale, Elza Soares e seus sucessos. Devido à falta de experiência como empresários e o desinteresse de Garrincha pelo negócio, o empreendimento durou poucos meses acumulando dívidas pelos quais tiveram que responder.
O contrato com a Odeon só foi encerrado em 05 de junho, após o registro de alguns compactos para a gravadora. Em agosto, lançava seu primeiro compacto pela Tapecar, “Salve a mocidade” que se tornou fenômeno de vendas após ser incluída na trilha sonora da novela “O Rebu”. Na nova gravadora, a vontade de registrar músicas inéditas e investir em novos talentos pôde ser colocada em prática. Assim, o primeiro LP pela Tapecar, também chamado apenas “Elza Soares”, apresentava um rico repertório de inéditas, incluindo uma canção feita pela própria Elza, “Louvei Maria”, que misturava elementos de fé e negritude. No campo da religiosidade, “Deusa do Rio Niger” é uma referência a Iansã, a quem ela é consagrada. A única exceção em termos de novidade foi “Quem há de dizer”, de Lupicínio Rodrigues. O disco foi sucesso de vendas e um dos mais populares dos anos 70.


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  • Língua de Pilão
  • Enredo de Pirraça
  • Aldeia di Okarimbé
  • Sombra Confidente
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  • Perdão Amor
  • De Pandeiro na Mão
  • Só Tem um Jeito Agora
  • Amor Aventureiro
  • Compositor
  • Prezado Amigo
  • Só Uma Lágrima
Pilão + Raça = Elza
23/04/2021

1977 foi um ano de rompimentos para Elza. Primeiro, foi com a Mocidade, sua escola do coração, da qual era intérprete oficial. Quando chegou na avenida, foi impedida de subir no carro de som, sendo substituída pela iniciante Georgete. Após reclamar com o presidente da escola, o engano foi desfeito e Elza entrou na avenida puxando o samba enredo, mas o microfone dela foi cortado. Georgete ia no carro de som da RioTur, logo mais à frente e deu continuidade, mas o samba atravessou e a escola foi desclassificada. Elza foi apontada como a culpada, sendo agredida verbalmente por integrantes da escola. Dias depois, o fato era comentado nos principais veículos e Osman Pereira, presidente da escola, se desculpou publicamente com Elza, mas ela decidiu romper com a escola.
Em 31 de agosto, mais uma vez, Elza era assunto das principais manchetes, após ter sofrido agressão de Garrincha. Em ocorrência registrada na 12ª DP, ela relatou que estava há 15 dias fora de casa devido a agressões anteriores e que naquele dia o jogador invadiu o apartamento onde se encontrava e a agrediu com socos e pontapés, pois ela se recusava a voltar pra casa. Com hematomas visíveis e os dentes quebrados, fez exame de corpo delito e prometeu nunca mais voltar para Garrincha. Em sua biografia, ela relata que temia também pela vida do filho, pois Garrincha brincava de jogá-lo para cima completamente alcoolizado.
Em novembro, lançou seu último disco pela Tapecar, Pilão + Raça = Elza. Sob a produção de Gerson Alves, com quem viria a ter um romance, um time de primeira foi escalado como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. O disco traz três músicas da própria Elza: “Perdão, Vila Isabel”, “Língua de Pilão” e “Enredo de Pirraça”, que entrou na trilha sonora da novela “O astro” e foi lançada em compacto na Europa. Aldeia de Okarimbe ganhou clipe no Fantástico.

Deck disponibiliza nos aplicativos de música 5 álbuns de Elza Soares que estavam fora de catálogo
22/04/2021

A gravadora Deck disponibiliza nos aplicativos de música os álbuns de Elza Soares lançados originalmente pela gravadora Tapecar nos anos 70 que estavam fora de catálogo. “Elza Soares”, “Nos Braços do Samba”, “Lição de Vida”, “Pilão + Raça = Elza” e “Grandes Sucessos de Elza Soares” chegam nesse dia 23 de abril às plataformas digitais. A data foi escolhida pela própria Elza, devota de São Jorge.

Ouça os álbuns aqui

Em “Elza Soares” (1974), a cantora gravou músicas inéditas incluindo uma de sua própria autoria “Louvei Maria” e “Deusa do Rio Niger” (Walter Norambê), uma referência a Iansã. “Nos Braços do Samba” (1975) traz o registro de “Saudade Minha Inimiga” (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) e “Quem É Bom Já Nasce Feito” (Lino Roberto/ Wilson Medeiros).

No álbum “Lição de Vida” (1976) Elza Soares lançou Jorge Aragão, de quem gravou “Malandro” (Jorge Aragão/ Jotabê) e também registrou uma canção de Dona Ivone Lara “Samba, Minha Raiz” (Delcio Carvalho/ Yvonne Lara). A faixa “Curumbandê” era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em “Rainha dos Sete Mares”, uma homenagem ao orixá Iemanjá.

Elza Soares lançou “Pilão + Raça = Elza” (1977) acompanhada de excelentes músicos como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. O disco traz três músicas de sua autoria: “Perdão, Vila Isabel”, “Língua de Pilão” e “Enredo de Pirraça”, que entrou na trilha sonora da novela O Astro.

A Tapecar ainda lançou a coletânea “Grandes Sucessos de Elza Soares” (1978), que incluía o hit “Salve a Mocidade” (Luís Reis), antes só encontrado em compacto.


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