Google+

English

Blog

Ana Gabriela lança “Capa de Revista”

DECK
18/06/2021
|
admin

 Ouça o single

A quarentena começou quando Ana Gabriela estava prestes a lançar seu primeiro álbum, “Ana” (Deck/2020), e sair em turnê pelo Brasil. Mesmo sem poder fazer shows com a presença de público, suas novas músicas conquistaram ainda mais fãs e os sucessos “X”, “Acho Que Te Amo” e “Não Te Largo, Não Te Troco” (esta com participação do trio Melim), mostraram seu amadurecimento como cantora e compositora. Durante esses meses em que todos nós fomos convidados a refletir sobre a vida, Ana se percebeu mudada em alguns pontos e, com isso, foram surgindo novas ideias de músicas.

“Capa de Revista” (Ana Gabriela/ Deco Martins/ Julio Pettermann/ Filipe Toca) é a primeira dessa nova safra de composições. “Queria escrever uma música muito animada e sentei com amigos meus com quem sempre escrevo junto. A gente estava na mesma sintonia e acabou saindo esse ‘presentaço’ que é essa canção” – comentou ela.

A gravação teve que ser remota, com cada um gravando separado, um pouco diferente do que Ana Gabriela está acostumada a fazer quando se junta com os músicos no estúdio. “O produtor Rafael Ramos me mandava cada gravação para eu ir ouvindo como estava a guitarra, o violão e tal, e então foi um processo mais demorado do que estar presente vendo tudo acontecer. Gravei a voz depois do instrumental pronto e estava muito animada porque a ansiedade para escutar a música pronta era grande. E ficou muito melhor do que eu esperava!” – conta Ana.

“Capa de Revista” (Deck) já chega com cheiro de hit e é ótima para dançar coladinho ou mesmo sozinho.

 

Ficha Técnica

Ana Gabriela: Voz
Thomas Harres: Bateria e Percussão
Alberto Continentino: Baixo
Tavinho Menezes: Violão e Guitarra
Rodrigo Tavares: Teclado

Produzido por Rafael Ramos
Mixado por Vitor Farias
Masterizado por Fábio Roberto
Base instrumental gravada remotamente por cada músico e vozes gravadas no estúdio Space Blues (SP)
Arranjos por Rafael Ramos
Foto da capa: Tom Barreto
Arte/finalização: Pedro Hansen (Deck)


BRAZA lança single produzido pelo coletivo Dogz

DECK
11/06/2021
|
admin

Ouça o single

A banda carioca BRAZA libera hoje (11) mais uma amostra de seu novo álbum, que será lançado no segundo semestre pela gravadora Deck. Mistura de kuduro e reggae, “Avenida” (Danilo Cutrim/ Nícolas Christ/ Pedro Lobo/ Vitor Isensee) chega com ritmo agitado, convidando para dançar.

Com produção do coletivo Dogz (que assina hits de Anitta, Iza e Pabllo Vittar, entre outros) em parceria com o próprio BRAZA, o single conta com marimbas e percussões, que adicionam muita energia e intensidade à canção. Pitadas de funk carioca sublinham a brasilidade do quarteto formado por Pedro Lobo (baixo e vocal), Danilo Cutrim (guitarra e vocal), Nícolas Christ (bateria) e Vitor Isensee (teclados e vocal), que se caracteriza pela junção de música pop com reggae e ritmos urbanos.

“Avenida” em breve ganhará um clipe. Gravado na Sapucaí (Rio de Janeiro), o vídeo conta com a presença de dançarinos do passinho e afro house.


Elba Ramalho lança música ao vivo com participação de Zélia Duncan

DECK
04/06/2021
|
admin

Ouça o single

Pelo segundo ano seguido não haverá Festa Junina por conta da pandemia, mas a cantora e compositora Elba Ramalho, sempre presente nos festejos de junho, lança hoje (4) seu novo single, uma versão ao vivo de “A Natureza das Coisas” registrada na edição 2019 da festa de São João, em Campina Grande (PB), na qual Elba é presença cativa. A canção, de autoria de Accioly Neto, ficou conhecida na voz de Flávio José e conta com a participação especial de Zélia Duncan.

Essa performance, repleta de coreografia e elementos visuais, também foi filmada, e o vídeo já está disponível no canal da cantora no YouTube. No telão do palco, há projeções que remetem à estreita relação de Elba Ramalho com o São João de Campina Grande, incluindo a ocasião em que cantou grávida e prestes a dar à luz, em 1987.

O single “A Natureza das Coisas”  já está disponível em todos os aplicativos de música, pela gravadora Deck.


Edgar lança “Ultraleve”

DECK
28/05/2021
|
admin

Quando, em 2018, Edgar nos assombrava trazendo verdades como “o futuro é uma criança com medo de nós”, nem em nossos piores pesadelos poderíamos imaginar o que nos aguardava. Pouco mais de um ano após a estreia do primoroso e premiado “Ultrassom” (Deck/2018), o planeta seria varrido pela pandemia.

Edgar nos apresenta agora “Ultraleve” (Deck/Natura Musical), álbum que enfileira nove faixas produzidas mais uma vez pelo parceiro Pupillo Oliveira. “Ultraleve é uma maniçoba poética, demora mais de cinco dias no fogo da vaidade, com a panela cheia de água e empatia, cozinhando todos os sentimentos atravessados por um corpo negro em uma sociedade programada para o excluir e o matar”, diz o multiartista no texto de apresentação do trabalho.

Prato originário dos povos indígenas, maniçoba é a metáfora perfeita para as sensações que “Ultraleve” provoca, desde a primeira audição. Tal qual a maniva (folha da mandioca), cujo preparo pode levar até uma semana, “Ultraleve” requer calma e atenção. Assim como outras iguarias, não é no consumo rápido que se absorve suas propriedades: é um disco que exige ouvidos abertos e sistema digestivo preparado. As palavras de Edgar são acidez pura, abrasivas, deboche curtido em pH baixíssimo.

Os beats e percussão de Pupillo acompanham esse cozimento, criando ambiências sonoras ora irônicas, ora melancólicas, mas sempre enérgicas. É bonito prestar atenção em como ele responde aos plot twists narrativos de Edgar, surpreendendo também na estrutura de cada faixa, criando transições inesperadas. É como se eles estivessem construindo a trilha sonora de um game distópico, subvertendo o passado do funk, desde Afrika Bambattaa, e desenhando paisagens que alternam climas de acordo com cada “fase” do jogo.

Os materiais recicláveis que aparecem nas criações visuais de Edgar surgem em “Ultraleve” de outra maneira: objetos encontrados nas ruas de São Paulo por Edgar foram transformados em instrumentos e amplificados, adicionando efeitos às produções de Pupillo.

Acho desnecessário teorizar sobre a lírica de Edgar – para cada um seus versos batem de um jeito, e que assim seja. Mas há um discurso oculto que vale botar reparo: “Ultraleve” diz muita coisa nas entrelinhas de seus feats: Kunumi MC rima em guarani na faixa “Que A Natureza Nos Conduza”, e a cantora canadense Elisapie, uma artista e ativista inuíte, participa em “A Procissão dos Clones” cantando em seu idioma nativo.

Não, não sabemos o que eles estão cantando. Nem Edgar sabe. E essa falta, esse diálogo ausente, ou interrompido, é exatamente o que está por trás da escolha das participações. A ausência também tem o seu lugar no discurso de Edgar, e para isso também é preciso tempo, atenção e digestão.

Eu avisei que levava tempo para a maniçoba ficar pronta. Aproveite!

Ouça o álbum