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The Mönic lança single criado a partir de projeto do Spotify

DECK
20/09/2019
|
admin

Convidada para participar do “Escuta as Minas” do Spotify — projeto que seleciona musicistas para gravar em uma casa-estúdio feita por e para mulheres — a The Mönic lança hoje (20) seu novo single, “Frágil”. A faixa foi criada especialmente para o projeto, produzida por Mônica Agena e, nas palavras da guitarrista e vocalista Dani Buarque, “representa algo bem diferente do que já fizemos”.

Convite feito, em duas semanas a banda, formada por Dani, Alê Labelle (guitarra e vocal), Joan Bedin (baixo e vocal) e Daniely Simões (bateria), selecionou os riffs, criou toda a harmonia e gravou a faixa. Finalizado o instrumental, era necessário, então, escrever a letra. A inspiração surgiu quando a banda se deparou com críticas na internet que contestavam as integrantes, querendo policiar seus comportamentos e posicionamentos. A resposta às provocações, que surgiram nas redes sociais, veio em forma de versos poderosos. “A música fala sobre privilegiados que não reconhecem o que possuem. As pessoas querem que a mulherada fale, mas temos que falar do jeito que eles preferem”, explica Dani.

Com influências de Queens Of The Stone Age e Nirvana, o novo som traz uma pegada característica de vertentes do garage rock e do grunge — sempre com o ativismo sociopolítico que acompanha a The Mönic. A participação de Mônica Agena também foi essencial para o resultado final, contribuindo com ideias nos arranjos e ajudando o quarteto, através de seus métodos, a atingir a sonoridade desejada. “A assinatura dela na música é algo muito forte e significativo”, completa.

Apesar de ter sido gravada via o projeto idealizado pelo Spotify, a música está disponível em todos os aplicativos de música num lançamento da gravadora Deck.

>> Ouça o single:


Atração do Rock in Rio, Gabriel Elias lança single e clipe com Maneva

DECK
20/09/2019
|
admin

O cantor e compositor Gabriel Elias, atração do Rock in Rio 2019 e headliner do palco Supernova, lança hoje (20) o single e o clipe “Solstício de Verão”, com participação especial da banda Maneva. A faixa faz parte de “Casa de Praia – Volume II” (Deck), projeto do cantor que já rendeu mais de 35 milhões de visualizações no YouTube.

Gabriel conta que a ideia de convidar o Maneva para participar do primeiro single do novo projeto se deu de forma natural e pela grande amizade que tem com os integrantes do grupo: “Além de já termos feito ‘Corre Pro Meu Mar’ juntos, nós somos muito ligados e muito amigos. Sempre imaginei o Tales (vocalista) cantando essa música e simplesmente aconteceu. A amizade falou muito alto”, explica.

Além da parceria em “Corre Pro Meu Mar”, atualmente uma das músicas mais tocadas do país, e “Solstício de Verão”, o mineiro Gabriel ainda é coautor das músicas “Tô de Pé”, “Cabelo Bagunçado” e “Sem Jeito” (com participação especial de Rael), que fazem parte do DVD “Acústico na Casa do Lago” do Maneva.

“Casa de Praia – Volume II” chegará na íntegra às plataformas de música no dia 18 de outubro. São cinco músicas — “Solstício de Verão”, “Pijama”, “Nora”, “Anjo Protetor” e “Fiz Esse Som Pra Você” —, produzidas por Rafael Ramos e com as filmagens dirigidas por Ygor de Oliveira. A expectativa é que façam ainda mais sucesso que o antecessor. “É o nosso projeto mais bem-sucedido até aqui, e, só lançaríamos esta segunda edição caso conseguíssemos fazer algo maior e melhor que a primeira”, afirma Gabriel.

Sobre Gabriel Elias:
Mineiro com os pés na areia, Gabriel Elias é considerado uma das principais promessas da nova música brasileira. Atualmente o cantor possui mais de 160 milhões de visualizações no YouTube. No Spotify, ultrapassou a marca de 1.6 milhão de ouvintes mensais. Neste ano, lançou o álbum, “4 Estações”, e foi selecionado por um programa global da Deezer como uma das três maiores apostas da música nacional para 2019. No currículo acumula apresentações com grandes artistas de seu nicho: Jason Mraz, SOJA e Donavon Frankenreiter, com canções cantadas a plenos pulmões por onde passa.

>> Ouça o single:

https://GabrielElias.lnk.to/ManevaSolsticioDeVeraoSinglePR

>> Assista o clipe:


Elza Soares lança clipe de “Comportamento Geral”

DECK
19/09/2019
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admin

Poucos dias após lançar seu mais novo disco, “Planeta Fome” (Deck), Elza Soares apresenta mais uma novidade aos seus fãs com o inédito videoclipe de “Comportamento Geral”. A música composta por Gonzaguinha ganha um vídeo cheio de referências, assim como tudo que envolve “Planeta Fome”, e já está disponível no canal da artista no YouTube.

Dirigido por Marcos Hermes e Henrique Alqualo, o clipe se passa em um cenário com referências a tempos pós-apocalípticos, lembrando obras como “Mad Max” e a arte steampunk. O figurino da cantora foi inspirado pela passagem que também ajuda a batizar o álbum: quando Elza cantou frente a uma platéia pela primeira vez na vida, usando um vestido de sua mãe repleto de alfinetes para ajeitá-lo ao seu então esguio corpo de menina que, literalmente, passava fome. No clipe, essa inspiração aparece como uma armadura de alfinetes, maleáveis como sua postura perante os problemas que enfrentou na vida. Além disso, seu cabelo ‘em chamas’ brinca com o fato dela fervilhar em ideias e soluções o tempo todo.

“O cenário deveria ser o caos do mundo em que estamos inseridos, o desmanche de setores importantes da nossa sociedade, contra o flagelo sofrido pelo povo negro, especialmente os jovens e as mulheres, a luta contra a violência doméstica e familiar sofrida pelas mulheres”, explicou o produtor executivo Pedro Loureiro. As gravações ocorreram no depósito de sucatas Balprensa, em Mesquita, Rio de Janeiro. As máquinas e as pilhas de descartes enriqueceram ainda mais a semiótica do trabalho.

Potente, irredutível, coerente e incontestável, Elza Soares representa um povo e suas esperanças sucateadas, esmagadas, oprimidas por um “maquinário” pesado e punitivo. Assim nasce o conceito do clipe de “Comportamento Geral”, que se torna mais um planeta em órbita no universo de uma das maiores cantoras do Brasil.

“Planeta Fome” está disponível nos aplicativos de música, em CD, vinil e cassete. O show de lançamento será dia 29 de setembro no Rock in Rio.

>> Assista o clipe:

>> Ouça o álbum:
https://ElzaSoares.lnk.to/PlanetaFomePR


Teago Oliveira lança “Boa Sorte”

DECK
17/09/2019
|
admin

Teago Oliveira, conhecido por ser a voz da Maglore, lança nesta terça-feira, dia 17 de setembro, Boa Sorte, primeiro álbum de estúdio de sua carreira solo. O trabalho está disponível em todas os aplicativos de música com distribuição da Deck. O disco reflete um desejo antigo do compositor de poder adentrar um novo universo musical, que o permitiu experimentar outros tipos de arranjos e texturas em suas canções, diferente do que é feito em banda. O álbum, com 11 faixas inéditas, conta com Luiz Gabriel Lopes como parceiro de composição de “Bora” – escolhida para vir ao mundo acompanhada de um vídeo feito em colagem pela artista visual Jojo Hissa – e Marceleza de Castilhos, autor de “Azul Amarelo”, com quem escreveu “Últimas Notícias”.

Teago Oliveira – “Boa Sorte”
por Helio Flanders

Teago Oliveira não pede por fortuna, ele se torna sua própria felicidade em seu disco solo de estreia: “Boa Sorte” (Natural Musical/Deck). O álbum passa longe de correr qualquer risco ao alinho com a irrepreensível discografia de sua banda Maglore, dando ao ouvinte uma extensão poética de sua personalidade como quem distribui novos capítulos de sua voz para que possa de desvendá-lo com paciência à fim de não perder nenhum traço. Compositor gravado por artistas que vão de Erasmo Carlos e Gal Costa à Pitty, Teago apresenta um universo que se revela cada vez mais próprio e existencial. Produzido pelo cantor e por Leonardo Marques, registrado em Belo Horizonte, o trabalho sai pelo selo Natura Musical neste setembro de 2019.

A coesão das canções impressiona e a seguir me arrisco a agrupá-las de acordo com cheiro, cor e sentimentos.

- Um coração em fúria
ou abelhas mortas no pomar

Se em seu último álbum, junto de sua banda Maglore, Teago veste uma camisa apertada de suas próprias emoções e um coração partido, em “Boa Sorte” parece não haver mais tempo nem ao menos para que possamos descobrir se este coração está reestabelecido, pois a fúria que toma sua voz é tamanha que a pressa é seu verdadeiro guia. “Corações em Fúria (Meu Amigo Belchior)”, o primeiro single, é uma homenagem violenta e doce ao artista cearense, trazendo contornos épicos em versos como “Os tempos já mudaram / e uma guerra de repente pode estourar”. Já “Movimento das Horas” é um retrato da desilusão moderna na exausta existência: “O meu barco é o coração / à deriva em busca de ninguém / mas aprendi a gostar de mim / pra poder gostar de você”. E essas mesmas canções trazem de volta uma amarga sabedoria adulta de quem já viveu mais que seus trinta e poucos anos sugerem. Tudo que Teago canta neste capítulo é muito sério e parece ser de profunda necessidade para ele.

– Bora!
ou o apocalipse da nova ordem mundial

É perceptível em “Boa Sorte” o incômodo e a indagação de Teago com os caminhos futuros, cruzados ou não, entre as pessoas e o mundo. Talvez a mesma semente que fez nascer a inquietude de um artista como Caetano Veloso, quase oitenta anos atrás, ou o autodesaparecimento de Belchior, na última década. Mas assim como Caetano, Teago é baiano, e de palavras como “Bora!” e de sua cintura nascem ziriguiduns inexplicáveis até para a NASA e desde lá ele dribla os tempos obscuros de tecnologia e intolerância. Tampouco há lugar para autocomiseração, um dos pilares das últimas gerações. Teago pode ser a confiança em pessoa, e também seu próprio pior inimigo, mas com a complacência de velhos rivais que já não se odeiam mais. “Hoje sei que já fui ferido / e também já feri você”.

- Triste Bahia
ou o neo-existencialismo soteropolitano

A voz do cantor baiano arrombou a porta de minha casa com um sopro. Do lobo bobo ‘gilbertiano’ sobrou um barco a vela, feito do papel poético do compositor, que parece de vez por todas fincar sua marca no cancioneiro moderno brasileiro. Neste trabalho parece não haver tempo para muitos momentos coletivos, como solos de guitarras ou convenções, pois a palavra se coloca avante a qualquer outra necessidade de expressão. Se os versos de Teago, que podem soar erroneamente inofensivos ao primeiro contato por conta da leveza de seu sotaque e de seu belíssimo e adocicado timbre, revelam-se verdadeiramente pesados no caráter existencial que se apresentam: “Golpes, golpes, golpes / no que faz sentido / Essa semana foi um amigo / receio que aconteça mais”, de “Superstição”. Há também a hora de voltar os olhos para o retrato da terra primeira com a dor de um exilado Caymmi: “Antes eu não sofria / agora dói até pensamento / eu já nem sei viver / tão longe de você, Bahia”. Por fim, a resignação dá espaço à esperança de futuros encontros galácticos na ensolarada “Últimas Notícias”: “Pelé tocando violão / Gilberto Gil passando a bola / Drible na área da razão / Gol e tiro de metáfora”, num ‘mix’ entre Jorge Amado e um Jean-Paul Sartre do Rio Vermelho.

“Boa Sorte” reafirma o que eu pressentia: Teago Oliveira deseja boa sorte ao mundo de modo tão profundo que ele mesmo se torna a boa sorte. E a obra abandona o compositor para fazer seu caminho mais nobre, que é aquele de permitir que quem a encontre se aproprie dela. Depois da audição do álbum, posso dizer que a boa sorte também sou eu.

>> Ouça o álbum:
https://TeagoOliveira.lnk.to/BoaSortePR