
07 ago Papangu – Celestial
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- Mau-Olhado
- Colosso
- Taxidermia
- Bode Expiatório
- Celeste
- Fechamento de Corpo
- Calado (de Olho)
- Iamanakaru
- Afirmação
- Outro
Expoente do rock experimental brasileiro, a Papangu finalmente lança "Celestial", seu terceiro disco de estúdio e primeiro pela gravadora Deck. Antecipado pelos singles "Calado (de Olho)", "Colosso", "Taxidermia" e "Celeste", o álbum entrelaça rock progressivo, MPB, metal extremo, zeuhl, ciranda e forró, inspirado em rituais de proteção do corpo e do espírito e numa reflexão sobre a humanidade diante do avanço da inteligência artificial, expandindo também a imagética nordestina, com influências da literatura modernista e do realismo mágico.
"Celestial" foi gravado de forma totalmente analógica, em fita magnética de duas polegadas, ao longo de nove dias em Berlim, logo após a primeira turnê internacional da banda. O disco usa equipamentos vintage que remetem a timbres das décadas de 60, 70 e 80, mas com composições que apontam para uma nova direção sonora, sem comparação direta com os trabalhos anteriores do grupo.
A identidade sonora do disco reflete aquilo que o público encontra ao vivo: uma fusão sem fronteiras onde referências tão distintas quanto King Crimson, Mahavishnu Orchestra, Magma, Azymuth, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Mestre Ambrósio e Oranssi Pazuzu dividem igualmente o espaço musical. Hoje formado por Pedro Francisco, Marco Mayer, Rodolfo Salgueiro, Hector Ruslan e George Alexandria, o quinteto define essa combinação improvável como uma música capaz de fazer metaleiros e jazzistas se reconhecerem nesta tapeçaria multicolorida. Entre a banda, o estilo ganhou um nome bem-humorado: "rock troncho".