
28 mar Marquinhos de Oswaldo Cruz – Agbo Ato
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- Agbo Ato
- Meu Destino, Meu Ifá
- O Sonho dos Meus Versos
- A Onça Morreu, O Mato é Nosso
- Mártires dos Meus Sonhos
- Verde Bandeira
- Boiadeiro
- A Luz de Um Novo Dia
- Raiz da Memória - Velha Guarda da Portela
- Oborê
O novo álbum de Marquinhos de Oswaldo Cruz, “Agbo Ato” é com certeza, um marco no samba brasileiro, não só pelo talento do próprio Marquinhos e dos músicos que o acompanham, como pelas letras das canções e as muitas histórias que as inspiraram. Além de ser cantor, compositor e produtor, Marquinhos é criador de um dos projetos culturais mais bem sucedidos do país, o Trem do Samba, que está no calendário do Rio há quase 30 anos e tambem criou a Feira das Yabás há 17 anos, mostrando comida de tradição em encontros memoráveis para cariocas e turistas. E, mais recentemente, o Trem do Samba na Estrada, com o qual visita bairros/cidades com shows e encontros. Marquinhos tem o samba na alma e seu álbum reflete isso.
Os dois primeiros singles lançados já davam uma boa mostra do que viria pela frente. “Verde Bandeira” exalta a tradição do samba e “Raiz da Memória” é um samba-enredo primoroso derrotado na Portela em 2021 e que traz a Velha Guarda como participação especial. O álbum tem mais oito músicas inéditas como “Meu Destino, Meu Ifá”, que faz uma ponte entre as matrizes do samba, o ijexá “A Onça Morreu, o Mato é Nosso”, “Boiadeiro”, “O Sonho dos Meus Versos” e outras.A faixa-título “Agbo Ato”, foi inspirada numa visita à Nigéria, no ano passado. A expressão iorubá, segundo Marquinhos, significa o desejo de que tudo dê certo. Com certeza já deu.“Agbo ato” é um disco para ser saboreado como uma iguaria fina, como se estivéssemos numa roda de samba que atravessasse a História, porque o talento, a qualidade, os músicos e a música são atemporais, como sempre o foram, desde os tempos “da moda antiga”.